Vila Clementino, São Paulo
Corrimento vaginal
com microscopia na consulta
Se o seu corrimento volta sempre ou não melhora com nada, o problema costuma não ser o remédio: é o diagnóstico. A microscopia do conteúdo vaginal é coletada na própria consulta e analisada por mim, para chegar ao diagnóstico correto em vez de tratar por suposição.

O que a microscopia mostra
A coleta é feita na própria consulta: retiro uma amostra do conteúdo vaginal e eu mesma analiso a lâmina, com o prazo necessário para uma leitura cuidadosa. O resultado sai depois, e é isso que permite tratar o agente certo em vez de tratar no escuro.
- Candidíase, com visualização direta do fungo.
- Vaginose bacteriana, pela alteração característica da flora.
- Vaginose citolítica e outras alterações que passam despercebidas.
- Sinais de inflamação que mudam a conduta.
- O estado geral da flora, que diz se ela se restabeleceu depois do tratamento.
Painel de infecções sexualmente transmissíveis
Na mesma consulta também coleto, quando indicado, o painel de IST por PCR, que investiga tricomoníase, clamídia e gonorreia. Essas amostras vão para o laboratório.
O painel é essencial tanto na rotina quanto na investigação de um corrimento: várias dessas infecções cursam sem sintoma nenhum e não aparecem na microscopia.
Por que o corrimento recorrente insiste em voltar
Na prática, três motivos concentram a maioria dos casos: o diagnóstico estava errado desde o início, o tratamento foi curto demais para o quadro, ou existe um fator de manutenção que ninguém tratou, como uso repetido de antibiótico, método contraceptivo, produtos de higiene íntima ou a reexposição na relação sexual. O uso de preservativo é, na minha experiência, o que mais ajuda a quebrar o ciclo.
Muita paciente chega tendo tratado candidíase quatro vezes seguidas quando o quadro nunca foi candidíase. É por isso que olhar antes de tratar muda o resultado.
Acompanhamento com nova lâmina
Aqui está a diferença de quem trata uma vez e de quem resolve: encerrar o caso no fim do primeiro tratamento é o que faz o corrimento voltar. Por isso conduzo o corrimento recorrente como um plano de acompanhamento, não como uma consulta avulsa.
Depois de tratar, marcamos o retorno com nova coleta de lâmina. É ela que mostra se a flora realmente se restabeleceu ou se ainda existe algo mantendo o quadro. Só então damos o caso por encerrado.
- Primeira consulta: anamnese, exame e coleta da microscopia, com painel de IST quando indicado.
- Resultado e tratamento dirigido ao que foi encontrado.
- Retorno com nova lâmina para confirmar que a flora se restabeleceu.
- Plano para evitar a próxima recorrência, incluindo o que fazer na relação.
A microscopia na prática

A análise da lâmina é feita por mim, com o tempo que a leitura exige. 
É isso que a microscopia permite ver: as células da região e a microbiota que vive com elas.
Plano de acompanhamento
Plano de Acompanhamento da Saúde Vaginal
O tratamento feito só pela visualização a olho nu, mesmo por um profissional, pode levar ao erro em mais da metade das vezes.
A melhora do quadro que tem te incomodado e atrapalhado a sua qualidade de vida começa por um diagnóstico correto.
E continua depois do primeiro tratamento, porque algumas alterações vaginais precisam ser acompanhadas. O objetivo não é só melhorar o sintoma, é recuperar o equilíbrio da região íntima e reduzir as recorrências.
O que inclui
- Consulta com a primeira microscopia de conteúdo vaginal.
- Uma lâmina de controle em até 60 dias, para confirmar que a flora se restabeleceu.

O plano é montado na consulta, conforme o seu caso. Me chame para conversarmos sobre o que faz sentido para você.
Valores e formas de pagamento informados no agendamento.
Dúvidas frequentes
Qual a diferença entre candidíase e vaginose bacteriana?
A candidíase é causada por fungo e costuma dar corrimento branco espesso, coceira intensa e ardência. A vaginose bacteriana é um desequilíbrio da flora, com corrimento acinzentado e odor forte, especialmente após a relação, e muitas vezes sem coceira. Os tratamentos são diferentes e é comum tratar uma achando que é a outra. A microscopia do conteúdo vaginal é o que esclarece essa dúvida.
Meu corrimento não melhora com nada, o que fazer?
Parar de tratar no escuro e passar a acompanhar. Corrimento que não responde precisa de diagnóstico confirmado pela microscopia, tratamento com dose e duração adequadas e, principalmente, um retorno com nova lâmina para confirmar que a flora se restabeleceu. É esse acompanhamento, e não um tratamento isolado, que quebra o ciclo.
Preciso fazer alguma preparação antes da consulta?
Quase nada, e isso é de propósito: preparação não pode virar obstáculo para você se cuidar. Só me avise ao agendar se estiver menstruada ou usando algum creme vaginal, porque isso pode mudar o que dá para coletar naquele dia. Na maior parte das vezes a consulta e a coleta acontecem normalmente.
Todo corrimento é infecção?
Não. Existe um corrimento fisiológico, que varia em quantidade e aspecto ao longo do ciclo e não precisa de tratamento. Odor forte, coceira, ardência, cor amarelada ou esverdeada e alteração recente do padrão pedem avaliação. Na prática, porém, só a microscopia dá a certeza de que aquele corrimento é fisiológico, e é por isso que ela faz parte da rotina e não só da investigação.
Meu parceiro precisa tratar também?
Depende do diagnóstico. Na tricomoníase, confirmada pelo painel de IST, sim, sempre. Na candidíase, apenas se ele tiver sintomas. Na vaginose bacteriana, o tratamento do parceiro não é rotina, mas o uso de preservativo costuma ser decisivo para interromper as recidivas.
O conteúdo desta página tem finalidade informativa e não substitui a consulta médica. A conduta é sempre definida individualmente, após avaliação.
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