Escolhi a ginecologia porque acredito que informação é o que devolve autonomia para a mulher. Boa parte das pacientes que chegam ao meu consultório já ouviu um “é normal, faz parte” sobre algo que estava incomodando de verdade. Aqui a conversa começa de outro jeito.
Meu trabalho é traduzir o que está acontecendo no seu corpo, colocar as opções na mesa com prós e contras reais, e caminhar junto com a escolha que fizer sentido para a sua vida. Método contraceptivo, investigação de infertilidade, terapia hormonal na menopausa: em todos eles existe mais de um caminho possível.
Isso aparece nas duas coisas que mais me procuram. Na inserção de DIU, porque trato a dor como parte do procedimento e não como algo a suportar calada. E nos corrimentos que não passam, porque faço a microscopia do conteúdo vaginal durante a própria consulta, em vez de tratar no escuro.
Atendo mulheres a partir dos 12 anos, em todas as fases, na Vila Clementino, em São Paulo, e recebo a população LGBTQIA+ com o acolhimento que qualquer pessoa merece ao entrar em um consultório.