Escolhi a ginecologia porque acredito que informação é o que devolve autonomia para a mulher. Boa parte das pacientes que chegam ao meu consultório já ouviu um “é normal, faz parte” sobre algo que estava incomodando de verdade. Aqui a conversa começa de outro jeito.
Meu trabalho é traduzir o que está acontecendo no seu corpo, colocar as opções na mesa com prós e contras reais, e caminhar junto com a escolha que fizer sentido para a sua vida. Método contraceptivo, investigação de infertilidade, terapia hormonal na menopausa: em todos eles existe mais de um caminho possível.
Tenho prática especial em menopausa e climatério, uma fase que muita gente ainda atravessa sozinha, e em planejamento reprodutivo, área na qual sigo me especializando. Também é aqui que a inserção de DIU acontece com anestesia local e manejo real da dor, e que o corrimento recorrente vira um plano de acompanhamento com microscopia, em vez de mais um tratamento no escuro.
Atendo na Vila Clementino, em São Paulo, e recebo a população LGBTQIA+ com o acolhimento que qualquer pessoa merece ao entrar em um consultório: nome social respeitado e conduta baseada na sua realidade, não em suposições.